
O anúncio do fechamento da agência do Bradesco em Malhada de Pedras, confirmado para outubro, não é um caso isolado. Outras cidades da região também enfrentam a mesma situação, o que tem causado grande preocupação entre moradores e comerciantes.
Em Maetinga, o posto de atendimento do banco já foi encerrado no início deste ano. Já em Presidente Jânio Quadros, a agência deixará de funcionar no próximo dia 19 de setembro. Nessas localidades, aposentados e pensionistas, que representam uma fatia importante da economia, temem maiores dificuldades para acessar serviços bancários e movimentar o comércio local.
A principal apreensão é de ordem econômica: sem uma agência do Bradesco, muitos clientes devem se deslocar até Brumado ou até Vitória da Conquista para sacar seus benefícios e realizar serviços bancários, o que pode resultar em gastos fora do município de origem.
Pequenos e médios negócios — como mercearias, padarias, farmácias e lojas de roupas — estão entre os que mais podem sentir os efeitos da redução na circulação de dinheiro.
Embora algumas cidades ainda contem com pontos de atendimento do Bradesco Expresso, instalados em comércios locais, esses serviços são limitados e não suprem todas as necessidades da população.
A medida do Bradesco integra um processo nacional de readequação, no qual o banco afirma que 98% das operações dos clientes já ocorrem por meio digital. No entanto, para cidades pequenas, a ausência de uma agência física traz preocupação sobre o futuro da economia local.










